Nesta lição estudaremos a ocorrência das festas nos textos dos profetas. Veremos que, após a posse da terra, elas passam a adquirir significados diferentes e mais profundos. Deixam de ser apenas a obediência a um preceito e tornam-se também um sinal da perpetuidade de nossa aliança.
Veremos ainda que, em muitos momentos, as festividades estão ligadas a acontecimentos importantes da história judaica e de que maneira acabam se tornando símbolos de teshuvah (arrependimento) e restauração.
Até os dias atuais, as profecias continuam a nos ensinar sobre as festas e a ver o mundo através de seu simbolismo escatológico:
“Trarão todos os vossos irmãos, dentre todas as nações, por oferta ao SENHOR, sobre cavalos, em liteiras, sobre mulas e dromedários, ao meu santo monte, a Jerusalém, diz o SENHOR, como quando os filhos de Israel trazem as suas ofertas de manjares, em vasos puros, à Casa do SENHOR.
Também deles tomarei alguns para sacerdotes e para levitas, diz o SENHOR.
Porque, como os novos céus e a nova terra que hei de fazer estarão diante de mim, diz o SENHOR, assim também há de estar a vossa posteridade e o vosso nome.
E será que, de uma Festa da Lua Nova à outra, e de um sábado a outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o SENHOR.”
(Isaías 66:20-23)
As Festas e a Teshuvah
Na época em que nosso povo saiu do Egito, as festas foram um símbolo de liberdade. Entretanto, ao longo da história, Israel nem sempre se lembrou da importância que os sábados festivos tinham na manutenção da estabilidade espiritual e, por vezes, deixaram de celebrá-los.
Este foi um dos motivos pelos quais nossos pais sofreram com a dispersão.
“Santificai os meus sábados, pois servirão de sinal entre mim e vós, para que saibais que eu sou o SENHOR, vosso Deus.
Mas também os filhos se rebelaram contra mim e não andaram nos meus estatutos… antes profanaram os meus sábados. Então eu disse que derramaria sobre eles o meu furor…
Mas detive a mão e o fiz por amor do meu nome, para que não fosse profanado diante das nações perante as quais os fiz sair.
Também levantei-lhes no deserto a mão e jurei espalhá-los entre as nações e derramá-los pelas terras; porque não executaram os meus juízos, rejeitaram os meus estatutos e profanaram os meus sábados.”
(Ezequiel 20:21-24)
A guarda dos sábados garantiria a permanência de Israel em sua terra e evitaria a dispersão entre os povos. Contudo, em muitos momentos após o retorno do cativeiro ou depois de períodos longos de apostasia, foram as festas que reacenderam em nós o espírito da teshuvah.
(2 Reis 23:21-24; 2 Crônicas 30:1-12; Neemias 8:14-18)
Assim, as festas ajudaram a manter nosso povo com a memória de sua história sempre viva.
Questionário
- Em que nos exortaram os profetas no que concerne à observância da guarda das festas?
Isaías encoraja os gentios que observam os sábados do Eterno e promete um lugar dentro do povo de Israel:
“Porque assim diz o SENHOR: Aos eunucos que guardam os meus sábados, escolhem aquilo que me agrada e abraçam a minha aliança, darei na minha casa e dentro dos meus muros um memorial e um nome melhor do que filhos e filhas; um nome eterno darei a cada um deles, que nunca se apagará.
Aos estrangeiros que se chegam ao SENHOR para o servirem e para amarem o nome do SENHOR, sendo deste modo servos seus, todos os que guardam o sábado, não o profanando, e abraçam a minha aliança, também os levarei ao meu santo monte e os alegrarei na minha Casa de Oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar; porque a minha casa será chamada Casa de Oração para todos os povos.”
(Isaías 56:4-7)
Ezequiel repreende nosso povo por não guardar as festividades e adverte sobre as consequências:
“Mas a casa de Israel se rebelou contra mim no deserto, não andando nos meus estatutos e rejeitando os meus juízos, os quais, cumprindo-os o homem, viverá por eles; e profanaram grandemente os meus sábados. Então eu disse que derramaria sobre eles o meu furor no deserto para os consumir. O que fiz, porém, foi por amor do meu nome, para que não fosse profanado diante das nações perante as quais os fiz sair.”
(Ezequiel 20:13-16) - O que disseram os profetas acerca do rito sacrificial por ocasião das festas?
Isaías fala sobre o tipo de adoração que D-us espera de nós e repreende a adoração vazia que Israel praticava diante dEle:
“De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios? — diz o SENHOR.
Estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de animais cevados, e não me agrado do sangue de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes.
Quando vindes para comparecer perante mim, quem vos requereu o só pisardes os meus átrios?
(…) porque as vossas mãos estão cheias de sangue.
Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer o mal.
Aprendei a fazer o bem; atendei à justiça; repreendei o opressor; defendei o direito do órfão; pleiteai a causa das viúvas.
Vinde, pois, e arrazoemos, diz o SENHOR: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã.
Se quiserdes e me ouvirdes, comereis o melhor desta terra.
Mas, se recusardes e fordes rebeldes, sereis devorados à espada; porque a boca do SENHOR o disse.”
(Isaías 1:11-20)
Ler ainda:
Isaías 57:14-58:14
Ezequiel 22:26-31
João 4:23-24
HaShem procura adoradores sinceros, que não o adorem apenas com os lábios.


