Lição 03 - As Festas e a Brit Chadashah

É lamentável ver como o cristianismo se distanciou tanto de suas raízes, a ponto de afirmar que a Nova Aliança consiste na abolição da Torá, o que incluiria também a celebração das festas.

Bem pelo contrário, as festas tiveram e continuam tendo um valor indispensável na Nova Aliança.
“Ora, a festa dos judeus, chamada de Festa dos Tabernáculos, estava próxima. Dirigiram-se, pois, a ele os seus irmãos e lhe disseram: Deixa este lugar e vai para a Judeia, para que também os teus discípulos vejam as obras que fazes.

Porque ninguém que procura ser conhecido em público realiza os seus feitos em oculto. Se fazes estas coisas, manifesta-te ao mundo. Pois nem mesmo os seus irmãos criam nele.
Disse-lhes, pois, Jesus: O meu tempo ainda não chegou, mas o vosso sempre está presente. Não pode o mundo odiar-vos, mas a mim me odeia, porque eu dou testemunho a seu respeito de que as suas obras são más.

Subi vós outros à festa; eu, por enquanto, não subo, porque o meu tempo ainda não está cumprido.
Disse-lhes Jesus estas coisas e continuou na Galileia. Mas, depois que seus irmãos subiram para a festa, então subiu ele também, não publicamente, mas em oculto.”
(João 7:2-10)
Yeshua não apenas celebrou as festas, como também aproveitou essas ocasiões para atribuir um significado especial a elas, à luz do propósito da Nova Aliança que veio estabelecer.

Um Novo Sacrifício

Cada uma das festas necessitava da intervenção de um rito sacrificial que tinha por objetivo propiciar a aproximação do homem a D-us.
Hoje, na Nova Aliança, isso não é diferente. Entre nossa adoração e o trono de D-us continua existindo a intervenção de um sacrifício. Contudo, trata-se de um sacrifício muito mais eficaz do que o abate ritual de um animal: nos méritos de um justo, o Mashiach, que fala muito mais do que um animal que nenhum mérito possui diante de D-us.

Leia o que diz Jeremias 7:22-23.
O propósito da Nova Aliança era também aperfeiçoar essa relação de adoração entre o homem e D-us:
“Porque todo sumo sacerdote, sendo tomado dentre os homens, é constituído nas coisas concernentes a Deus, a favor dos homens, para oferecer tanto dons como sacrifícios pelos pecados, e é capaz de compadecer-se dos ignorantes e dos que erram.
(…) Assim também Cristo a si mesmo não se glorificou para se tornar sumo sacerdote, mas o glorificou aquele que lhe disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei; como em outro lugar também diz: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque.
Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido com forte clamor e lágrimas orações e súplicas a quem o podia livrar da morte, e tendo sido ouvido por causa da sua piedade, embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu e, tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem.”
(Hebreus 5:1-9)

Questionário

  1. Qual foi a relação de nosso povo com as festas com a implantação da Nova Aliança?
    Ainda durante o ministério terreno do Mashiach, vemos as festas sendo plenamente cumpridas e celebradas por Ele e por seus discípulos.
    “No primeiro dia da Festa dos Pães Asmos vieram os discípulos a Jesus e lhe perguntaram: Onde queres que te façamos os preparativos para comeres a Páscoa?”
    (Mateus 26:17)
    Veja também em João 2:23 que, antes mesmo desse episódio, Yeshua já guardava Pessach.
    “Corria já em meio a festa, e Jesus subiu ao templo e ensinava. Então os judeus se maravilhavam e diziam: Como sabe este letras, sem ter estudado?
    Respondeu-lhes Jesus: O meu ensino não é meu, e sim daquele que me enviou. Se alguém quiser fazer a vontade dele, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus ou se eu falo por mim mesmo.
    Quem fala por si mesmo procura a sua própria glória; mas o que procura a glória de quem o enviou, esse é verdadeiro, e nele não há injustiça.
    Não vos deu Moisés a lei? Contudo, ninguém dentre vós a observa. Por que procurais matar-me?”
    (João 7:14-19)
  2. Existem menções de celebração festiva pelos discípulos após a morte de Yeshua?
    Claro que sim, a começar por Shavuot.
    “Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; de repente veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados.
    E apareceram, distribuídas entre eles, línguas como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem.”
    (Atos 2:1-4)
    O que será que os discípulos estavam fazendo reunidos no dia da festa?
    Parece evidente ao leitor atento que eles estavam celebrando-a.
    A mesma festa aparece sendo observada em outras ocasiões neotestamentárias:
    “Porque Paulo já havia determinado não aportar em Éfeso, não querendo demorar-se na Ásia, pois se apressava com o intuito de passar o dia de Pentecostes em Jerusalém, caso lhe fosse possível.”
    (Atos 20:16)
  3. Qual a exortação dos emissários de Yeshua à comunidade primitiva quanto à celebração das festividades?
    Shaul HaShaliach não estava apenas preocupado em praticar as festas, mas também em ensinar o valor moral delas aos seus discípulos:
    “Não é boa a vossa jactância. Não sabeis que um pouco de fermento leveda toda a massa?
    Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa, como sois, de fato, sem fermento.
    Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado.
    Por isso celebremos a festa, não com o velho fermento, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os asmos da sinceridade e da verdade.”
    (1 Coríntios 5:6-8)

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